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Conheça os 4 artistas internacionais que estão em imersão na Vila Sul do Goethe-Institut Bahia

Com trajetórias que vão do teatro de bonecos ao indie pop, residentes internacionais mergulham na cena cultural soteropolitana

Salvador segue como ponto de encontro de culturas e narrativas em 2026. Na primeira etapa da residência Vila Sul, do Goethe-Institut Salvador, artistas de diferentes partes do mundo desembarcam na capital baiana para desenvolver pesquisas e projetos conectados ao tema do ano: “Tecidos de Narrativas”. A proposta convida os residentes a investigar o tecido, literal e metaforicamente, como suporte de histórias, memórias e identidades. Em uma cidade marcada por camadas históricas e culturais, o programa ganha ainda mais potência ao reunir trajetórias diversas em diálogo com o território.

Abaixo, conheça quem já está em Salvador e por que vale ficar de olho nesses nomes:

*1. Ankit Ravani (Índia)

Artista visual e marionetista, Ankit transita entre desenho, performance e teatro de bonecos para criar narrativas fragmentadas que misturam humor, crítica e poesia. Com trabalhos apresentados em festivais internacionais, como o Obratsov Puppet Theatre Festival, em Moscou, ele investiga a relação entre o humano e o inanimado. Em Salvador, quer explorar linguagens como o teatro Lambe-Lambe e mergulhar nas simbologias locais.

*2. Maria José Murilo (Peru/Bélgica)

Tecelã e artista, Maria José trata o tecido como um sistema vivo de conhecimento. Sua prática parte de epistemologias andinas e propõe a tecelagem como forma de resistência e construção de narrativas. Durante a residência, pretende dialogar com saberes têxteis da Bahia e investigar como diferentes culturas “tecem” memória, identidade e coletividade.

*3. Dudu Quintanilha (Brasil/Argentina/Alemanha)

Com uma trajetória que cruza vídeo, performance e fotografia, Dudu investiga as fronteiras entre arte, espiritualidade e memória. Seu trabalho parte de experiências sensíveis e colaborativas, muitas vezes ligadas a rituais e estados de presença. Na residência, o artista quer aprofundar pesquisas sobre sincretismo, barroco e as formas de convivência entre diferentes sistemas de crença.

*4. Alexandre Craig – Rêve Ultime (Canadá)

Misturando indie pop francês, ilustração e reflexão social, o projeto solo de Alexandre Craig propõe uma experiência artística híbrida e provocadora. Com passagem por bandas e turnês internacionais, ele inicia agora uma nova fase criativa. Em solo baiano, pretende criar músicas, desenhos e até uma possível graphic novel inspirada nas contradições e potências do cotidiano brasileiro.

Fotos: Alexandre Craig / Dudu Quintanilha / Andre Smits