Música

Margareth Menezes reúne Gilberto Gil, Carlinhos Brown e sete blocos afros da Bahia em noite mágica

Show ‘Maga Convida’ foi marcado por encontro de vozes da música para celebrar os 25 anos de Afropopbrasileiro

Uma noite para celebrar com força e graça a potência coletiva do Afropopbrasileiro! Margareth Menezes orquestrou um encontro inesquecível na noite de sábado , 31 de janeiro, em um Candyall Guetho Square lotado, em Salvador (BA). No palco do seu Maga Convida, a artista recebeu Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Nabiyah Be, filha de Jimmy Cliff, e os blocos afros Olodum, Ilê Aiyê, Cortejo Afro, Filhos de Gandhy, Banda Didá, Muzenza e Malê Debalê. 

O show, com direção musical da própria artista e de Tito Oliveira, e direção artística de Vavá Botelho, foi em uma grande homenagem aos 25 anos do seu álbum “Maga Afropopbrasileiro”, também da música “Dandalunda” e do próprio Movimento Afropopbrasileiro, encabeçado por ela em 2001 com objetivo de dar reconhecimento e protagonismo aos blocos afros da Bahia.

Em uma sequência arrebatadora de abertura, brilhantemente acompanhada pelo Balé Folclórico da Bahia, Margareth entoou “Afrocibernética”, “Dandalunda”, “Toté” e “Selei”.  O show foi crescendo como um ritual de alegria, memória e movimento. O setlist passeou por afropops, sambas-reggaes, coco, releituras da MPB e hinos do Carnaval de Salvador e do Axé Music, como “Elegibô”, “Raça Negra” e “Faraó”, costurando diferentes tempos da trajetória de Margareth com o público cantando, dançando e celebrando junto cada virada do espetáculo.

Maga Convida 2026 – Foto Diogo Andrade

Os encontros no palco deram ainda mais brilho à noite. Gilberto Gil trouxe emoção e afeto em canções que atravessam gerações como “Palco”, “Vamos Fugir”, “No Woman No Cry” e “Emoriô”. Carlinhos Brown, parceiro fundamental da carreira de Margareth que junto com Alê Siqueira fez a direção musical do disco em destaque na noite, levantou o público com  “Beija Flor”, “Selva Branca” e “Dandalunda”, um dos pontos altos da noite, que veio acompanhada com uma tradicional volta no Guetho, quando o público forma uma grande ciranda que corre em volta do palco. 

Nabiyah Be, filha de Jimmy Cliff, e artista que tem Margareth como madrinha, somou frescor e contemporaneidade ao show. Juntas cantaram “Me abraça e me beija”, de Lazzo Matumbi, que também marcava presença no público. No momento mais emblemático do show, subiram juntas ao palco as representações de sete blocos afros da Bahia. Olodum, Ilê Aiyê, Cortejo Afro, Filhos de Gandhy, Banda Didá, Muzenza e Malê Debalê tomaram o espaço em cortejo, canto coletivo e muita força percussiva. Ao final, um arrastão fora do palco e junto ao público, somaram-se à festa as percussionistas femininas do grupo Filhas do Som. O momento selou uma noite luminosa, de comunhão e celebração, a prova viva de que o Afropopbrasileiro segue pulsando, forte e coletivo.

Foto destaque:Victor Fernandez